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Entidades

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BOIADEIRO

BOIADEIROS  NA  UMBANDA

 

São espíritos que incorporam como caboclos, mestiços e vaqueiros. Grandes mestres juremeiros, muitos com conhecimento de magia da nação Banto, Congo e Angola, talvez alguns Tata J'inkinsi desencarnados. No candomblé de caboclo tive a oportunidade de participar de festas de caboclos onde se canta a jurema, e podemos curiar da bebida sagrada. Este culto assim como o dos caboclos e o culto à malandragem na Umbanda, possui semelhanças com o catimbó e a jurema. Os boiadeiros vêm brincar, cantar, rir, dançar, curar e aconselhar os fiéis, diferente da incorporação em boa parte das Umbandas antigas onde esta entidade se apresenta séria e de poucas palavras. A maior parte dos boiadeiros gostam de cigarros de palha, cigarros sem filtro e charuto. A bebida que a maioria de nós conhece é a meladinha (cachaça com mel ou melado de cana), já estive em casas que ofereciam leite, vinho, caldo de cana e etc. As oferendas aos caboclos boiadeiros podem ser : Frutas Rapaduras e amendoim torrado. Abóbora cozida com farofa de torresmos. Aipim cozido com carne seca desfiada por cima. feijão branco com linguiça, bacon, toucinho. Uma farofa de carne seca com alho, cebola, linguiça, feijão de corda. Carne de boi com feijão tropeiro, feijão de corda ou feijão cavalo. Feijão de corda refogado no dendê com cebola e alho. Cozido de abóbora com linguiça, bacon, toucinho, maxixe, carne seca... Pé-de-moleque, pedaços de cana e rapaduras. Churrasco. Alguns nomes mais conhecidos são: Boiadeiro Navizala Boiadeiro da Jurema Boiadeiro Menino Boiadeiro do Sertão Boiadeiro da campina Boiadeiro do lajedo Boiadeiro da senzala Boiadeiro sete laços Boiadeiro Riachão Boiadeiro João Mineiro Boiadeiro laçador Boiadeiro Zé Mineiro Boiadeiro Chapéu de couro Boiadeiro Chapéu de palha Boiadeiro do Ingá Boiadeiro do rio Boiadeiro da estrada Boiadeiro das sete encruzilhadas Boiadeira Jussara Boiadeira Zeferina Boiadeiro Capineiro Boiadeiro Chapadão Boiadeiro da serra Boiadeiro Venâncio Boiadeiro das almas Elementos que podem ser usados para o assentamento ou imantação do seu caboclo boiadeiro: Cabaça, alguidar, vaso de planta, panela de ferro ou panela de barro. Ervas: tabaco, cana-de-açúcar e café. Erva da jurema Uma Ferradura usada Otá Estrela de cinco pontas (Símbolo da vitalidade, e da Umbanda) Um imã de ferradura Rabo de cavalo Chifres de boi Tira de couro (ou guia de couro) Laço ou corda de cisal Dois olhos de boi Sete metais (Ouro, prata, cobre, estanho chumbo, ferro, latão) O ponto riscado em ferro, madeira, ou riscado em pemba para soprar por cima do assentamento. Moedas Fava divina Vinho Caldo de cana Orobô (pacto com ancestrais) Se for plantar o caboclo, utilizar Barro vermelho ou barro branco, deixando os elementos por três dias no banho das ervas imantando no tempo, colocar o barro terra, ervas picadas, colocar os elementos tampar com o barro temperado com caldo de cana quinado com as ervas e os pós, a ferradura pode ir enterrada ou em cima com a planta que pode ser um pé de jurema, a árvore do pilar de magia ou um cactos sem espinho. Fazer oferenda em cima do vaso de planta, nos pés da planta. Se ficar grande pode enfeitá-lo com ojás e fitas em dias de festas. Se for esconder em algum lugar colocar tudo dentro do chifre de boi e tampar com a Argila branca temperada com caldo de cana, ervas e cêra de abelha derretida. Caso não tenha assentamento dentro do seu ritual, encomende uma imagem com o fundo aberto, lave os elementos com o sumo de ervas preparado no caldo de cana, coloque tudo dentro da imagem e feche. Lave a imagem com o mesmo sumo. O otá não é bom ficar dentro da imagem preso. é bom estar numa plantinha, livre em contato direto com a vida e o tempo. Na necessidade de sacrifício animal, bater com caldo de cana, vinho moscatel e erva da jurema. Deixe sua intuição fluir, e monte sua firmeza para seu camarada Boiadeiro, Coloque berrantes, laços, Couraça, Moringas, cabaças, esporas... Com certeza ele se fará presente, a cada dia mais. Morrumbá Xêtu! xetruê!

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COSME E DAMIÃO

IBÊJIS

 

São os Orixás que protegem as crianças. Foram sincretizados a São Cosme e São Damião, são conhecidos na Umbanda como os Orixás de amor e alegria. Os santos católicos viveram no oriente e também foram perseguidos por Diocleciano. Historicamente pouco se sabe sobre eles, sabe-se que eram gêmeos e foram médicos. Em grego eram chamados de “anargiros”, isto é, sem dinheiro. Isso porque não cobravam por seus préstimos e curavam não somente os homens, mas também os animais e pouco se sabe sobre a morte de ambos. Os espíritos trabalhadores sobre a influência de Ibejí, apresentam-se normalmente sob a forma de crianças ou espíritos de crianças, porém espíritos não têm idade, apresentam-se dessa forma de modo a facilitar a comunicação com as nossas crianças. Esses espíritos puros trazem a cura para as doenças e amparam todas as crianças enquanto elas manterem a inocência. Seus domínios são os parques, jardins e grandes gramados. Sua cor é o rosa, os espíritos que trabalham sob a irradiação de Ibejí são espíritos de grande força espiritual. Não devemos julgá-los fracos devido à forma como se apresentam, ou seja, como crianças, depois de Oxalá são os únicos que dominam totalmente a magia. Nas obrigações a Ibejí, são utilizadas velas cor de rosa, flores com tonalidade rosa e sem os espinhos ou ainda brancas. Também são usados doces como as cocadas, balas, pirulitos, fatias de bolo, etc. A bebida é a água pura ou então misturada com mel e mais recentemente são utilizados refrigerantes como o guaraná. Ibejí, São Cosme e São Damião são trabalhadores da linha de Oxalá e pertencem a uma de suas falanges. A eles podemos pedir proteção contra demandas e malefícios; pedir principalmente proteção para nossas crianças e principalmente as enfermas. Ao pedir ajuda a linha de Ibejí, faça-o com o coração isento de mágoas e amarguras. Por serem extremamente positivos, afastam-se das pessoas interesseiras, com pensamentos negativos e egoístas. São raros os filhos de Ibejí, por não suportarem sentimentos negativos, escolhem a dedo os seus filhos, na realidade preferem ficar perto das crianças, enquanto manterem a inocência. São poderosos aliados das forças do bem, nada maligno consegue resistir a eles. No mês de Setembro de todos os anos, os terreiros preparam grandes festas em sua homenagem, procurando desta forma devolver a eles a proteção e o carinho que nos dispensam, principalmente aos nossos filhos e as pessoas doentes.

 

Cor ....................... Rosa

Domínios ............... Parques e jardins

Atuação ................ Contra doenças e feitiços

Saudação .............. Êrê mi, Onibeijada

Elemento ...............Terra

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ZÉ PELINTRA

ZÉ  PELINTRA

É uma entidade de luz originária da crença sincrética denominada catimbó, surgida na Região Nordeste do Brasil. O Zé Pelintra também é comumente "incorporado" em terreiros de umbanda tendo seu culto difundido em todo o Brasil. O Zé Pelintra é uma das mais importantes entidades de cultos afro-brasileiros, especialmente entre os umbandistas. É considerado o espírito patrono dos bares, locais de jogo e sarjetas, embora não alinhado com entidades de cunho negativo, é uma espécie de transcrição arquetípica do "malandro". No seu modo de vestir, diverge-se as três formas o típico Zé Pelintra é representado trajando terno completo na cor branca, sapatos de cromo, gravata grená ou vermelha e chapéu panamá de fita vermelha ou preta. Sua roupa assemelha-se aos "zoot suit", usada nos Estados Unidos por negros e latinos nas década de 1930[1] e 1940, bem como na Jurema de camisa comprida branca ou quadriculada com mangas dobradas e calça branca dobrada nas pernas, sem sapatos e com um lenço no pescoço nas cores vermelha ou outras, traz na mão sua bengala e seu cachimbo. Na linhagem dos baianos ou das almas seu Zé Pelintra utiliza roupas de algodão comumente usadas entre os escravos e chapéu de palha diferenciando-se apenas por seu lenço vermelho ou cachecol vermelho e uma fita vermelha em seu chapéu, bem como porta sua bengala típica. Contam que nasceu no povoado de Bodocó, sertão pernambucano, próximo ao município do Exu. Fugindo da terrível seca que assolava a cidade a família de José dos Anjos rumou para o Recife em busca de uma melhor vida, mas o menino aos três anos perdeu a mãe. Cresceu, então, no meio da malandragem, dormindo no cais do porto e sendo menino de recados de prostitutas. Sua estatura alta e forte granjeou o respeito dos circunstantes. Sua morte seria um mistério. Aos 41 anos foi encontrado morto sem nenhum vestígio de ferimento. Uma outra versão do mito alude a José Gomes da Silva, nascido no interior de Pernambuco, um negro forte e ágil, grande jogador e bebedor, mulherengo e brigão. Manejava uma faca como ninguém, e enfrentá-lo numa briga era o mesmo que assinar a própria sentença de morte. Os policiais já sabiam do perigo que ele representava. Dificilmente encaravam-no sozinhos, sempre em grupo e mesmo assim não tinham a certeza de não saírem bastante prejudicados das pendengas em que se envolviam. Não era mau de coração, muito pelo contrário, era bom, principalmente com as mulheres, as quais tratava como rainhas. Sua vida era a noite, sua alegria as cartas, os dados a bebida, a farra, as mulheres e brigas. Jogava para ganhar, mas não gostava de enganar os incautos, estes sempre dispensava, mandava-os embora, mesmo que precisasse dar uns cascudos neles. Mas ao contrário, aos falsos espertos, os que se achavam mais capazes no manuseio das cartas e dos dados, a estes enganava o quanto podia e os considerava os verdadeiros otários. Incentivava-os ao jogo, perdendo de propósito quando as apostas ainda eram baixas e os limpando completamente ao final das partidas. Isso bebendo Aguardente, Cerveja, Vermouth, e outros alcoólicos que aparecessem. Apesar de ter importância religiosa tanto para os praticantes de catimbó quanto de umbanda, Zé Pelintra é entidade originária do primeiro. A absorção da entidade de uma religião por outra se processou quando os grandes centros urbanos do sudeste do Brasil passaram a englobar antigas áreas rurais e estimular a migração de trabalhadores de outras partes do país, em seu processo de desenvolvimento. Na medida em que isso foi acontecendo, os sacerdotes do catimbó passaram a considerar a entidade como uma entidade pertencente ao seu próprio culto. Zé Pelintra é invocado quando seus seguidores precisam de ajuda com questões domésticas, de negócios ou financeiras e é reputado como um obreiro da caridade e da feitura de obras boas. A umbanda é uma religião com seus próprios rituais e estrutura, enquanto o catimbó é uma forma regional de sincretismo entre elementos tanto brasileiros, europeus, indígenas, portanto, animista, católico e naturalista. Na Umbanda, Zé Pelintra é um guia pertencente à linha do Povo da Malandragem, na Umbanda seu Orixá patrono é Ogum. Já no catimbó, é considerado um "mestre juremeiro". Na Umbanda, Zé Pelintra é creditado como pertencente à linha das almas, cujos seres humanos desencarnados auxiliam no benefício da humanidade como forma de expiação de uma vida anterior de extrema dissipação material. Majoritariamente os seguidores de Zé Pelintra concentram-se nos ambientes urbanos de Rio de Janeiro e São Paulo, mas eles também podem ser encontrados no Nordeste do Brasil, entre os "catimbozeiros", e nas áreas rurais de praticamente todo o país. Zé Pelintra, tanto na umbanda como no catimbó, é tido como protetor dos pobres e uma entidade de importância entre as classes menos favorecidas em geral, tendo ganhado o apelido de "Advogado dos Pobres", pela patronagem espiritual e material que exerce. Um exemplo real chama-se Lala. É comum achá-lo em festas e exposições, sempre rindo.

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MARINHEIROS

MARINHEIROS 

Marinheiro na Umbanda são entidades geralmente associada aos marujos, que em vida empreendiam viagens pelos mares, enfrentando toda sorte de infortúnios. Ótimos guias para desmanche de feitiçaria, os marinheiros trazem com seu jeito alegre a dispersão de fluidos oriundos do baixo astral, bebericando sua cerveja, rum ou cachaça apesar de seu modo cambaleante, estão mantendo o equilibrio encimando ondas vibratórias densas que emanam de entidades maléfica, tratando todos guias e consulentes de mano, sao entidades irmanadas no auxilio mútuo ao próximo. Eles chegam do mar e desembarcam em terra, sua alegria é contagiante, abraçam a todos, brincando sempre, com aquele jeito meio “maroto”, embriagado. São os Marinheiros, grupo de Espíritos que trabalham na Umbanda em prol da caridade. Eles conheceram muito bem o mar e a navegação, pois participaram da descoberta de novos mundos através das viagens que empreenderam que duraram anos e anos. As Entidade de Marinheiro trabalham na Linha de Iemanjá e também de Oxum, que compõem o chamado “Povo da Água”. Seus conselhos e mensagens são sempre cheios de esperança e de fé. Costumam trabalhar em grupos. São fortes, pois enfrentarem guerras e mares agitados, mas também conheceram a calmaria e a bonança. Dão consultas, passes e também fazem trabalhos fortes de descarrego que envolvam grandes demandas. Em algumas casas, também costumam trabalhar nas giras de desenvolvimento de Médiuns. Quando dão consultas, essa Falange costuma ir direto ao ponto, sem rodeios, mas também sabem como falar aos consulentes sem criar um clima desagradável ou de medo. Assim, conseguem atingir fundo as almas dos aflitos que costumam procura-los em busca de auxilio e de esperança. Carregam consigo um sentimento profundo de amizade. Nas consultas, gostam muito de ajudar àquelas pessoas que se apresentam com problemas amorosos. Seus conselhos são sempre fiéis e certeiros, têm uma grande responsabilidade e assumem o compromisso de um trabalho bem-feito.

 

ALGUNS MARINHEIROS
 

João Pirata, João Caolho, Zé do Timão, Zé da Prancha, Pirata Ruerez, Capitão Baleia, Capitão Caveira, Seu Perna de Pau dos Sete Mares, Seu Terra a Vista, Martin Pescador, Martin Negreiro, Marinheiro das Sete Praias, Marinheiro Mercador, Manoel Marujo, Manoel da Praia, João da Praia, João do Rio, João do Farol, João Marujo, Zé do Mar, Zé da Jangada, Zé do Bote, Zé do Cais, Zé Pescador, Zé da Proa, Seu Atenor, Seu Sete Ondas, Seu Sete Cais, Dona Sete Praias, Luzia dos Sete Mares, Luzia do Cais, Maria do Farol, Maria das Ondinas, Luíza Ondina, Luíza do Cais, Marina Pescadora, Marina das Sete Ondas, Janaína da Jangada, Janaína Mercadora, Tina do Cais, Tina do Porto  e  outros.

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BAIANOS

BAIANOS

 

Representam um povo alegre que adora desmascarar qualquer mal. Quem aparece em um terreiro com pensamento cético, durante uma gira de Baiano sairá de lá surpreso com o que irá escutar. Os Baianos simbolizam todo o povo nordestino que carregou dessa vida o espírito humilde e batalhador. Essa Linha surgiu para sustentar a sabedoria do povo sertanejo, e recebeu esse nome não por causa do Estado da Bahia, mas pelo motivo que foi a partir dali que o país ganhou sua atual identidade. Ou seja, ela é uma homenagem aos povos que contribuíram para a rica formação da nação, e que apesar do jeito simples carregam em suas veias a inteligência da miscigenação de brancos, índios e negros. Essas entidades da Umbanda conhecem com mais afinidade as dificuldades de nosso tempo pois também passaram por elas. Eles são na sua maioria migrantes, que carregaram na mala e no peito a esperança de uma vida melhor em outras terras do Brasil. Esses Guias aceitaram a missão de ajudar os outros porque acreditam no melhor do ser humano, e sabem que as piores algemas são as que os outros lançam sobre seus irmãos. Eles enxergaram na Umbanda branca um meio de colocarem para fora todo o conhecimento que receberam em seu tempo de vida da cultura do seu povo, dizem que não puderam ser Santos na terra, mas ainda podem contribuir ao próximo através do seus olhares simples e honestos sobre todas as circunstâncias da vida. Por terem lutado arduamente enquanto estiveram nesse plano, os Baianos adoram desfazer magias negras, e é muito difícil haver algo que eles não possam lidar. Pertencente à Linha da Orixá Iansã, o Baiano da Umbanda também possui esteriótipo de cangaceiro. Não são todos os terreiros que os incluem com essa imagem nesta Linha, mas a grande maioria assim o faz. Alguns locais apontam os cangaceiros como auxiliares dos Baianos, mas outros os veem como pertencentes à mesma Linha. O Baiano carrega a força acolhedora, é um Ser de Luz que age na direita mas que conhece muito bem as necessidades de proteção que a esquerda possui. Seu axé é identificado com uma grande energia positiva, ele atende de forma muito amigável, adora contar “causos” mas está a todo momento atento a traços de vibrações negativas que procuram persuadir e rebaixar as pessoas. Sua conversa é de linguajar simples e muito fácil de compreender. Com o sotaque nordestino carregado, ele instruirá com facilidade sobre os melhores caminhos a se tomar. Porém, pode também ser meio grosso quando julgar essa importância. Pois, há muitas pessoas que vão à gira querendo um passe mas na verdade também precisam de um puxão de orelha. Costuma afastar energias ruins através de seus movimentos enérgicos e das famosas “benzidas” tão populares entre o povo nordestino, mas também é responsável por limpeza energética e curas diversas. Sendo assim, ao participar de uma gira de Baianos, aprenda a escutar sinceros conselhos, libere seu coração para que eles possam expulsar da sua vida os sentimentos ruins jogados sobre você e principalmente: permita-se também contar seus “causos” para que eles possam orientá-lo da melhor maneira, pois com certeza entenderão como ninguém a sua necessidade e saberão acolher os seus problemas como se fossem deles próprios. Os objetos mais comuns a utilizarem são: chapéu de couro, guia de coquinho e lenços de tecido.

 

ALGUNS  NOMES DE BAIANOS

 Baiano dos Sete Cocos, Chico Baiano, Januário, Joaquim Baiano, João Baiano, João do Coqueiro, Juvenal, Juvêncio, Mané Baiano, Serafim, Severino da Bahia, Simão do Bonfim, Zeca do Côco, Zé Baiano, Zé Pereira, Zé Pretinho, Zé Tenório, Zé da Estrada, Zé da Estrada, Zé da Lua, Zé do Berimbau, Zé do Côco, Zé do Ouro, Zé do Prado, Zé dos Trilhos, Zézinho Baiano, Baiana Rosalva, Baiana da Estrada, Baiana da Palmeira, Baiana da Praia, Baiana dos Cocos, Baiana dos Sete Nós, Chica Baiana, Jacinta, Juvência, Maria (ou Baiana) do Rosário, Maria Baiana, Maria Fulô, Januária, Maria Mulata, Maria da Cruz, Maria das Candeias, Maria do Balaio, Maria dos Anjos, Maria dos Remédios, Quitéria, Raimunda, Rosa Baiana.

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EXÚS NA UMBANDA

EXÚS  NA  UMBANDA

 

De acordo com o que apregoam a Umbanda e o Candomblé, são espíritos de diversos níveis de luz que podem ou não incorporar nos médiuns de Umbanda, Jurema, Omolokô, Candomblé de Caboclo, entre outras religiões afro-brasileiras. Nos Candomblés puros, de nação, como Jeje Mahi, Keto, Angola, Ijexá e Nagô, normalmente não há incorporação de espíritos, apenas manifestação de Orixás, que são entidades de altíssimo poder, representantes das forças da natureza, e que ocupam o topo da hierarquia espiritual dentro dos cultos de origem africana. A grande diferença do Orixá para a simples entidade espiritual ou catiço reside no fato de que esses últimos foram pessoas comuns, que viveram na Terra e no momento ocupam a condição de desencarnados. Amanhã ou depois podem estar de volta à matéria, conforme os desígnios de Deus. O Orixá é representante de uma força da natureza e não está sujeito a esse ciclo de reencarnações. É um espírito maior. Nos Candomblés de Caboclo, no entanto, que não deixa de ser um tipo de Umbanda, podem ser encontradas casas que adotem a incorporação de Exus, Pomba-Giras, Caboclos, Boiadeiros, Marinheiros e outras entidades espirituais. Todavia, o Orixá Exu, cultuado somente nas nações de Candomblé, é considerado uma divindade. Domina os Filhos de Santo que o carregam em seus oris, mas esse domínio difere em muito daquele incorporação que ocorre na Umbanda, onde se manifesta para dar consultas. O Exu de Umbanda é uma entidade, o espírito de alguém que nasceu e morreu, portanto pertence ao chamado povo de rua ou catiço. Exu, que entre outras coisas é o Mensageiro dos Orixás no Candomblé, tem origem na religião africana, de modo que apenas em um período posterior, na fase do sincretismo, foi reinterpretado e até marginalizado nos cultos afro-brasileiros, notadamente na Umbanda. Aliás, pela influência Católica na colonização e formação político-social do Brasil, Exu foi associado com o demônio mesmo antes da fundação da Umbanda. Nessa religião, entretanto, essa figura foi complementada como entidade maligna. Exu se tornou, para quem ignora as característica e os fundamentos das religiões afro-brasileiras, o representante do demônio, do perigo e da imoralidade. Por isso, parece que os primeiros umbandistas o associaram com africanos e escravos rebeldes. Exu foi, portanto, segregado da Umbanda, e se tornou o legislador da Quimbanda, do submundo.[3] Mas muitos centros que não praticam a Quimbanda permitem a incorporação de Exus. Muitos deles nem mesmo usam bebidas alcoólicas e nem fazem quaisquer apologias a vícios. Nem todos são risonhos e brincalhões. Muitos são sérios e exigem atitudes corrtetas de seus médiuns e de seus consulentes. Outra interpretação umbandista coloca Exu na ordem evolucionista de precedência, conforme o modelo kardecista. Ele é reduzido a um espírito menos evoluído, que todavia tem potencial para evoluir e se tornar um espírito bom. o que nem sempre parece ser verdade, pois há muitos Exus altamente evoluídos. Alguns umbandistas distinguem entre Exu pagão e Exu batizado, que se submeteu à doutrinação e encontrou o caminho certo da escada da evolução. Em verdade, existem três patamares básicos onde se pode posicionar um Exu: o primeiro é o nível de zombeteiro, no qual o Exu ainda não se conscientizou de que deve buscar a, luz. É o Exu pagão. Quer apenas bebidas alcoólicas e brincadeiras. Mas, ao final desse ciclo, enxerga que não vai evoluir enquanto permanecer realizando tais proezas. E passa ao nível de Exu de linha, trabalhando sob a supervisão de entidades que o fiscalizam e determinam tarefas a serem cumpridas na espiritualidade. Ao final desse ciclo, é um Exu Batizado ou Coroado. O terceiro nível é o de Exu Bará ou servidor de um Orixá. Ao atingir esse nível, pode o Exu deixar de incorporar em médiuns e permanecer apenas realizando tarefas na espiritualidade, sob as ordens diretas de seu Orixá Regente. Essa distinção reflete algo do caráter original ambivalente de Exu, apesar do rito de passagem do batismo, que define a distinção que é certamente nova. Novamente esse batismo do Exu pagão tem sido interpretado como uma expressão e aculturação e domesticação do mal, do perigo e da imoralidade. Há ainda outra interpretação que considera os Exus como entidades espirituais com a mesma evolução das demais entidades, como caboclos e pretos-velhos, apenas posicionado em uma linha de trabalho diferente e estigmatizada muitas vezes até mesmo pelos próprios espiritualistas. Não existe, portanto, a noção de que eles são pouco evoluídos ou que se dedicam à prática da magia negra. Exus evoluem, sim, mas dentro de sua linha, como qualquer outra entidade. Por isso, existem os pouco evoluídos e os que estão evoluindo, os que atingiram o nível de Exu batizado e já trabalham dentro de uma linha que exige correção e boa conduta, e os Exus Barás ou servidores de um Orixá. Há quem creia que os Exus são entidades (espíritos) que só fazem o bem e outros que creem que podem também ser neutros ou maus. Dividem-se, de acordo com uma hierarquia espiritual, em falanges, sub-falanges, grupos e sub-grupos. Observa-se que, não raro, alguns terreiros de Umbanda, e mesmo de Candomblé, não orientam seus médiuns quanto à natureza dessas entidades, o que é um erro muito grave. Muitos confundem Exu com um obsessor ou com um espírito de baixa evolução espiritual e moral, quando isso não é verdade. Essas entidades não devem ser confundidas com os chamados obsessores. Ao contrário, ficam sob o seu controle os espíritos mais atrasados na evolução, que são por eles orientados para que consigam evoluir através de trabalhos espirituais feitos para o bem. Exu Meia-Noite O poder de se comunicar confere a ele também o oposto, a possibilidade de desligar e comprometer qualquer comunicação. Se possibilita a construção, Exu também permite a destruição. Esse poder foi traduzido mitologicamente no fato de habitar as encruzilhadas, cemitérios, em suma, as passagens. Portanto, os diferentes e vários cruzamentos entre caminhos e rotas lhe faz o senhor das entradas e saídas. É o dono dos caminhos, o que abre e fecha o acesso do ser humano às fortunas e à felicidade. Há algumas diferenças na maneira de conceber o Exu no Candomblé e na Umbanda. No primeiro, é como os demais Orixás, uma personalização de fenômenos e energias naturais. O Candomblé considera que as divindades, ou seja, os Orixás, entram em transe nos médiuns, intitulados cavalos ou aparelhos, mas não há consultas. Apenas se manifestam nas festas devidamente caracterizados e paramentados. Já na Umbanda, o Exu é uma entidade que normalmente incorpora e promove consultas incorporado em seu médium, como outras entidades, tais quais, os caboclos, pretos-velhos, crianças, os falangeiros de orixás, também denominados mensageiros, e outras várias entidades. A Umbanda considera os Exus como entidades que buscam, através da caridade, a evolução espiritual. Em síntese, o grande agente mágico do equilíbrio universal. Também é o guardião dos trabalhos de magia, pela qual opera com as forças do astral. E também são considerados "policiais", "sentinelas", "seguranças" que agem pela Lei, no submundo do "crime" organizado e principalmente policiando seu médium médium no seu dia a dia. As falanges de Exus sempre estão nas zonas consideradas infernais, embora delas não façam parte. Com efeito, realizam os seus trabalhos de guarda em todas as partes onde são necessários. Certos Exus guardam entradas de hospitais, necrotérios e cemitérios para impedir que kiumbas, espíritos sem evolução, de natureza vampiresca e zombeteira, se alimentem do duplo etéreo dos que estão à beira da morte ou daqueles que desencarnaram recentemente. A força vital permanece nos corpos sem vida e não deve ser sugada para alimentar almas que desejam praticar o mal. Esses espíritos devem ser impedidos de qualquer maneira. Participam também do resgate de almas localizadas em zonas inferiores, os chamados umbrais. O plano astral também é morada de miríades de espíritos que perseveram no mal. Alguns deles estabelecem uma prática na espiritualidade de obsidiar desencarnados e até encarnados. O trabalho dos Exus é não permitir que consigam influenciar espíritos e pessoas vivas a ponto de elastecer seus tentáculos e criar verdadeiras frentes de maldade espiritual e material. Esse combate é árduo e permanente. Os Exus chefes de falange, geralmente Coroados ou Barás de Orixá, podem ser equiparados a verdadeiros generais que promovem vigília e combate, além do comando de inúmeras falanges. Mesmo os chamados chefes também obedecem à severa hierarquia dos comandos do astral. Os Exus obedecem, ainda, a um divisão maior, que os aponta como Exus da estrada, da encruzilhada, do cemitério, da beira do mar e das cidades. Esses espíritos se utilizam de energias mais "densas" ou materiais. Nota-se que essas entidades podem realizar trabalhos benignos, como curas, orientação em todos os setores da vida pessoal dos consulentes e praticar a caridade em geral. A condição de Exu para um espírito é transitória, podendo este, uma vez redimidas suas dívidas perante a Lei Divina, reencarnar, resgatar o restante de seus carma e seguir escalas mais elevadas de evolução. Os trabalhos malignos não são acordos efetuados com os Exus, mas sim com Kiumbas, que agem nas sombras e não estão sob a orientação de nenhum guia, mas que podem se fazer passar por um, atuando em terreiros que não praticam os fundamentos básicos da Umbanda, que são a existência de um Deus único, crença em entidades espirituais em evolução, Orixás que formam a hierarquia espiritual, guias mensageiros, na existência da alma, na prática da mediunidade sob forma de desenvolvimento espiritual do médium, além da caridade gratuita a quem necessita. O objetivo é sempre proporcionar vibrações positivas através da fé, amor e respeito ao próximo. Alguns centros ditos de Umbanda se servem apenas para ganho pessoal do seu pai-de-santo ou sacerdote. Reuniões em que há a incorporação de exus, por exemplo, não pode haver nenhum tipo de cobrança ao visitante, seja de dinheiro ou de qualquer outra natureza. Os Exus infelizmente são confundidos com os kiumbas, que são espíritos trevosos ou obsessores que se encontram desajustados perante a Lei Divina. São responsáveis pelos mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. Comparados ao Diabo dos Católicos, são espíritos que se comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou vingança, calcados no ódio doentio. Aguardam, portanto, que a Lei os recupere da melhor maneira. Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são pesadas. Trata-se de uma enorme egrégora formada pelos maus pensamentos e oriundos dos espíritos encarnados e desencarnados. Sentimentos baixos, tais quais, paixões desenfreadas, ódios, rancores, raivas, vinganças, sensualidade exagerada e vícios de toda estirpe alimentam essa faixa vibracional da qual os kiumbas se comprazem, já que se sentem mais fortalecidos com a energia negativa que por eles é absorvida. O verdadeiro Exu é uma entidade guardiã empenhada em uma missão maior, por isso não faz mal a ninguém. Seu objetivo é auxiliar as pessoas com fé e respeito. Alguns exus foram, quando reencarnados, pessoas importantes, como políticos, médicos, advogados, industriais, mas também trabalhadores, pessoas comuns, padres, escravos, saltimbancos que cometeram alguma falha e escolheram ou foram escolhidos para assumir essa roupagem espiritual com o fim de redimirem seus erros pretéritos. Outros são espíritos mais evoluídos que optaram por orientar os seus médiuns. Em seus trabalhos de magia, o exu corta demandas, desfaz trabalhos malignos, feitiços e magia negra, efetuados por espíritos sem evolução. Ajudam a limpar ambientes, retirando os obsessores e os encaminhando para à luz ou para que possam cumprir suas penas no astral inferior. Exu Tranca-Ruas Uma verdadeira casa de caridade é sempre reconhecida pela gratuidade dos serviços prestados a quem procura ajuda em um terreiro de Umbanda. Alguns espíritos, que usam indevidamente o nome de Exu, procuram realizar trabalhos de magia dirigida contra os encarnados. Na realidade, quem está agindo é um espírito atrasado. É justamente contra as influências maléficas, o pensamento doentio desses feiticeiros improvisados, que entra em ação o verdadeiro exu, atraindo os obsessores ainda ignorantes e procurando trazê-los para suas falanges que trabalham visando à própria evolução. O chamado Exu pagão é tido como aquele sem luz, sem conhecimento e pouca evolução, ainda não pronto para o despertar à caridade. Já o exu batizado é uma alma já sensibilizada pelo bem que já evoluiu e trabalha para o próximo, dentro do reino da Quimbanda, por ser uma força ajustável ao meio podendo intervir como um policial que penetra nos reinos da marginalidade para fins de resgate e limpeza. Não se deve, entretanto, confundir um verdadeiro Exu com espíritos zombeteiros, mistificadores, obsessores ou perturbadores, que recebem ou deveriam receber a denominação de kiumbas e que, não raro, mistificam e iludem os presentes, se passando por guias. Para evitar essa confusão, não se concede aos chamados exus pagãos a denominação de exu, classificando-os apenas como kiumbas. E reserva-se para os ditos exus batizados e coroados a denominação de exu. Os exus mais evoluídos são chamados de Exus coroados e, acima desse nível, os Exus Barás. Dentre esses, podem ser citados o Exu Rei, Exu Marabô, Tranca Rua das Almas, Tranca Rua da Praia, Tranca Rua do Luar, Tranca Rua do Embaré, Exu Tiriri de Umbanda, Exu Tiriri Lonan, Exu Caveira, João Caveira e Tatá Caveira, Exu do Lodo, Exu das Sete Encruzilhadas, Exu Pimenta, Exu Porteira, Exu Calunga, entre outros. As Pombas Giras mais conhecidas são Maria Padilha, Maria Molambo, Pomba Gira Rainha, Rosa Caveira, Sete Saias e Pomba Gira Cigana. A evolução é uma regra constante no Universo. A Criação Divina nunca cessa. Não ficou restrita - e nem poderia - ao Fiat Genesíaco relatado na Bíblia. A Criação ainda prossegue, juntamente com a evolução espiritual de cada um, nesse caminho que as criaturas trilham na direção de seu Criador. Por isso, os Exus também evoluem. Muitas entidades dessa linha, outrora presentes nos terreiros, hoje já não são mais encontradas ou se encontram em um processo de gradativo desaparecimento. O primeiro caso que salta aos olhos é o do Exu Seu Sete, Rei da Lira, famoso nos anos 70 do século XX por participar de programas de televisão nos quais fez quase todos os presentes entrarem em transe. Houve casos de pessoas que assistiam aos programas em suas residências e ali simplesmente incorporaram. Dizem que até dona Cyla Médice, primeira dama do Brasil, recebeu uma entidade diante do televisor e ao lado do Presidente da República. Seu Sete da Lira não tem sido visto em terreiros há pelo menos uns 40 anos. O mesmo ocorre com o Exu Aleijadinho, que há décadas não é localizado em qualquer casa de Santo. A mesma sorte seguem o Exu Toquinho, o Exu Campina e o Exu Correnteza, há muito desaparecidos dos terreiros. Tranca Rua do Omulu das Vinte e Sete Magias também é outra linhagem praticamente extinta nas casas de umbanda, assim como a da Pomba Gira das Sete Cobras.

ALGUNS  NOMES  DE  EXÚS

 

Exú Caveirinha, Exú Campina, Exú Calunguinha, Exú da Calinga, Exú da Madrugada, Exú da Mata, Exú da Meia Noite, Exú da Praia, Exú do Cruzeiro, Exú do Lodo, Exú dos Rios, ExúGira Mundo, Exú Lalú, Exú Malandrinho, Exú Mangueira, Exú Mulambinho, Exú Mulambo, Exú Pinga Fogo, Exú Pino da Meia Noite, Exú Rola Rola, Exú Quebra Galho, Exú Quebra Osso, Exú Sete Catacumbas, Exú Sete Chaves, Exú Sete Covas, Exú Sete Giras, Exú Sete Luas, Exú Sete Ossos, Exú Tatá Caveira, Exú Tira Teima, Exú Toco Preto, Exú Toquinho, Exú Toquinho de Ouro, Exú Tranca Gira, Exú Tranca Tudo, Exú Trinca Ferro, Exú Tronqueira, Pombagira do Cruzeiro, Pombagira do Cais, Pombagira da Calunga, Pombagira Cigana, Pombagira Ciganinha, Pombagira das Rosas, Pombagira do Cemitério, Pombagira Maria Mulambo, Pombagira Rosa Caveira, Pombagira Rosa Caveira, Pombagira Rosa Vermelha, Pombagira Rainha da Encruzilhada, Pombagira das Rainha da Calunga, Pombagira Rainha, Pombagira Sandália de Prata, Pombagira Sete Cravos, Pombagira Sete Saias, Pombagira Sete Véus,

 

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PRÊTOS VELHOS

PRÊTOS  VELHOS  

São entidades de umbanda, espíritos que se apresentam em corpo fluídico de velhos africanos que viveram nas senzalas, majoritariamente como escravos que morreram no tronco ou de velhice, e que adoram contar as histórias do tempo do cativeiro. São divindades purificadas de antigos escravos africanos.Sábios, ternos e pacientes, dão o amor, a fé e a esperança aos "seus filhos". São entidades que tiveram, pela sua idade avançada, o poder de entrar no corpo e dominar a pessoa de viver longamente através da sua sabedoria, apesar da rudeza do cativeiro demonstram fé para suportar as amarguras da vida, consequentemente são espíritos guias de elevada sabedoria geralmente ligados à Confraria da Estrela Azulada dentro da Doutrina Umbandista do Tríplice Caminho (AUMBANDHAM - alegria e pureza + fortaleza e atividade + sabedoria e humildade), trazendo esperança e quietude aos anseios da consulência que os procuram para amenizar suas dores, ligados a vibração de Omolu, são mandingueiros poderosos, com seu olhar prescrutador sentado em seu banquinho, fumando seu cachimbo, benzendo com seu ramo de arruda, rezando com seu terço e aspergindo sua água fluidificada, demandam contra o baixo astral e suas baforadas são para limpeza e harmonização das vibrações de seus médiuns e de consulentes. Muitas vezes se utilizam de outros benzimentos, como os utilizados pelo Pai José de Angola, que se utiliza de um preparado de "guiné" (pedaços de caule em infusão com cachaça) que coloca nas mãos dos consulentes e solicita que os mesmos passem na testa e nuca, enquanto fazem os seus pedidos mentalmente; utiliza-se também de vinho moscatel, com o que constantemente brinda com seus "filhos" em nome da vitória que está por vir. São os mestres da sabedoria e da humildade. Através de suas várias experiências, em inúmeras vidas, entenderam que somente o amor constrói e une a todos, que a matéria nos permite existir e vivenciar fatos e sensações, mas que a mesma não existe por si só, nós é que a criamos para estas experiências, e que a realidade é o espírito. Com humildade, apesar de imensa sabedoria, nos auxiliam nesta busca, com conselhos e vibrações de amor incondicional. Também são mestres dos elementos da natureza, a qual utilizam em seus benzimentos.  

 

ALGUNS NOMES DE PRÊTOS VELHOS

 

 

Pai Anacleto, Pai Antônio, Vovô Agripino, Pai Benedito, Pai Benguela, Pai Caetano, Pai Cipriano, Pai Congo, Pai Dindó, Pai Fabrício das Almas, Pai Firmino de Angola, Pai Francisco, Pai Gregório, Pai Guiné, Vovô Gumercindo, Pai Jacó, Vovô Jeremias, Pai Jerônimo,Pai João de Aruanda, Pai João Baiano, Pai Joaquim de Angola, Pai Jobá, Pai Jobim, Pai Adão de Angola, Pai José de Angola, Pai Julião, Vovô Jurandir, Pai Malaquias, Pai Mané, Pai Miguel de Aruanda, Pai Serafim, Pai Serapião, Pai Severino, Pai Tomaz, Pai Tomé, Vovó Acácia, Vovó Ana, Vovó Anastácia, Vovó Cambinda, Vovó Filó, Vovó Carolina, Tia Chica, Vó Ditinha, Vovó Barbina, Mãe Benedita, Mãe Cassiana, Vovó Francisca, Vovó Luíza, Vovó Maria Conga, Mãe Maria D’Aguiné, Vovó Manuela, Vovó Chica, Vovó Ana, Tia Joana, Vovó Maria, Vovó Maria Redonda, Vovó Catarina, Vovó Luiza, Vovó Rita, Vovó Gabriela, Vovó Quitéria, Vovó Mariana, Vovó Maria da Serra, Vovó Maria de Minas, Vovó Rosa da Bahia, Vovó Maria do Rosário, Vovó Benedita, Mãe Terezinha D’Angola.

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CABOCLOS

CABOCLOS  NA  UMBANDA

Os Caboclos pertencem à uma linha de muita força espiritual, são naturalmente guerreiros, poderosos e humildes. Sempre observadores e sábios procuram ajudar-nos em tudo que podem. Através de seus sotaques arrastados e com uma linguagem simples, eles nos passam ótimos direcionamentos.Eles são sérios, quietos, diretos e muitas vezes grossos em seus pareceres. Mas isso nada mais é do que uma demonstração de sentimentos verdadeiros, pois são espíritos de luz e amor. Os caboclos são mestiços de índios que habitam diversos lugares ao redor do mundo. Mas, quando nos referimos à Umbanda, estamos falando sobre aqueles que são de tribos que mesmo primitivas, trazem grande sabedoria espiritual, pois cultuam o equilíbrio através das forças da natureza. Falar sobre Caboclos na Umbanda é trazer com riquezas de detalhes a humildade e espiritualidade. Eles atuam nos terreiros em diversas vibrações, cada um da sua maneira originária. Vale à pena salientar que caboclo é um mestiço oriundo de raça branca e indígena, entretanto quando falamos dos guias espirituais, nós atribuímos para eles somente a energia e o conhecimento que encontramos nos povos indígenas. Ou seja, estes seres de Luz são pessoas que desencarnaram e para evoluírem ainda mais o seu espírito, destinaram-se a prestar auxílio aos homens, e todos os seus ricos conselhos são baseados em sua vida simples e experiências de vida na tribo. Outro ponto importante é a atribuição do significado de xamanismo nessa cultura umbandista. Embora a prática de medicina natural seja um conceito xamânico, não são todos os terreiros de Umbanda que estabelecem essa ligação do tratamento com ervas e plantas que os guias Caboclos costumam receitar, como proveniente da cultura do xamanismo em si.

 

NOMES DE ALGUNS CABOCLOS

 

• Cabocla Jandira • Cabocla Jandira Flecheira • Cabocla Jarina • Cabocla Jupiara • Cabocla Jupira • Caboclo Humaitá • Cabocla Jurema • Cabocla Jurema do Rio • Cabocla Mariana • Caboclinha da Mata • Caboclo Águia azul • Caboclo Águia Branca • Caboclo Águia da Mata • Cabocla Jurema Flecheira • Cabocla Juremera • Cabocla Jussara • Caboclo Aimberê • Caboclo Aimoré Caboclo • Caboclo Arruda • Caboclo Beira Mar • Caboclo Boiadeiro • Caboclo Bororó • Caboclo Arapongas • Caboclo Araraguara • Caboclo Araribóia • Caboclo Araúna • Caboclo Arranca Toco • Caboclo Brogotá • Caboclo Caçador • Caboclo Cobra Coral • Caboclo Coração da Mata • Caboclo Corisco • Caboclo Caramuru • Caboclo Carijó • Caboclo Catumbi • Caboclo Cipó • Caboclo da Mata • Caboclo do Fogo • Caboclo do Oriente • Caboclo Flecheiro • Caboclo Gira Mundo • Caboclo Girassol • Caboclo Guaraci • Caboclo do Sol • Caboclo do Vento • Caboclo Estrela • Caboclo Flecha Dourada • Caboclo Flecha Ligeira • Caboclo Guarani • Caboclo Jurema da Mata • Caboclo Jurema do Mar • Caboclo Juremero • Caboclo Laçador • Caboclo Lage Grande • Caboclo Lírio Verde • Caboclo Iara • Caboclo Nuvem Branca • Caboclo Sete Folhas Verdes • Caboclo Sete Folhas da Mata Virgem • Caboclo Sete Montanhas • Cabocla Araci • Cabocla Brava Cabocla • Cabocla Diana da Mata • Cabocla Caçadora • Cabocla Estrela de Cristal • Cabocla Guaraciara • Cabocla Indaiá • Cabocla Iracema Flecheira • Cabocla Itapotira • Cabocla Jacira

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